Mulheres maravilhosas e sua insolência deslumbrante, eis uma compilação que vale a pena.

5. Não deixe ninguém te dizer quem você deveria ser

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A Janelle Monae é uma artista foda e terrivelmente estilosa que estava diboinha no tuiter quando um senhor se achou no direito de dizer quem ela deveria ser. Ah, sim, a boa e velha cagação de regra. Mas ela não está no mundo a passeio e colocou as coisas nos seus lugares.

Vamos ao que ele disse: “pare de ser tão profunda e seja sexy.. estou cansado desses terninhos trouxas.. tu é gata, mas tu é muito profunda, cara” Ao que ela respondeu, sempre maravilhosa: “Baixa a bola. Eu não estou aqui para o consumo duzomi”

4. Não existe isso de “coisa de homem” e “coisa de mulher”

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Esses dias tava lendo uma entrevista com a Annie Clark (vulgo Saint Vincent) onde a entrevistadora dizia algo como: “nossa, ela toca tão bem e é tão linda e feminina”. E eu quis vomitar. Mas a mina é foda. E uma das coisas que a torna foda é não cair nem sucumbir a esse discurso de que ser uma mulher dentro dos padrões europeus de beleza tem algum valor pro que ela pretende fazer, que é ser uma artista foda.

Ela disse:

Enquanto eu estava crescendo ninguém nunca me disse que, por ser anatomicamente mulher, meus dedos e cérebro não funcionariam muito bem. Eu nunca senti que precisava constantemente me superar: “Eu sou uma garota, mas eu consigo tocar”. Isso é balela.

3. Seja o mais independente financeiramente que conseguir

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Pode parecer uma coisa boba, mas neste exato momento muitas mulheres são privadas da dignidade que merecem por falta de dinheiro. Então, como disse (mas não fez) a maravilhosa Billie Holiday, seja independente:

Aquele que tem, ganhará
Aquele que não, perderá
Assim diz na Bíblia e ainda é a real
Mamãe pode ter, papai pode ter
Mas Deus abençoe a criança que tem o seu próprio

Claro, longe de mim idolatrar dinheiro per se, inclusive como diria Guimê: “Com dinheiro ou sem dinheiro, seja quem for, que seja verdadeiro”, mas quem gosta de miséria é rico lendo romance, pobre e minoria sabe que sem independência financeira as chances de recair em algum cliché histórico são alarmantes. Então ouça a Billie, mas tente não fazer como ela: 

2. Autonomia é a verdadeira liberdade

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A Clara fica louca sempre que lembra de um senhor falando que Leila Diniz não seria feminista pois naquela época, as feministas eram todas feias. Aliás, o comentário desse senhor acabou de justificar o feminismo, pois ele ainda não entendeu que mulher não é decoração.

Mas, enfim, a Leila Diniz foi uma atriz brasileira que, assim como nós todas agora, ansiava e trabalhava por um mundo com mais isonomia. Ela não foi a única feminista da sua época, por aqui, mas certamente é uma das feministas historicamente mais conhecidas no Brasil.

Conhecida por usar biquini grávida na praia (juro) e conhecida por dizer:

Eu posso dar para todo mundo, mas não dou para qualquer um

Com isso ela basicamente queria dizer o que nós vivemos insistindo: autonomia é a verdadeira liberdade, ou seja, o corpo e a vida são dela para fazer (ou não) e expor (ou não) como quiser.

1. Não aceite ser tratada como uma tonta

American Intellectual and Writer Susan Sontag

A Susan Sontag mora no meu coração por ter pensado/escrito coisas incríveis e surpreendentes e por não ter sido uma mulher perfeita, nem uma mãe perfeita, nem uma namorada perfeita, mas por ter sido, mesmo diante dos horrores, corajosa e fodidamente ela. Por isso ela fecha esse post com uma dica que talvez seja a mãe de todas as anteriores:

Não deixa as pessoas serem condescendentes contigo. Isso é algo que, se tu for mulher, acontece e vai continuar acontecendo o tempo todo, durante toda a tua vida. Não aceita bosta de ninguém, manda os troxas (sic) vazarem.

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