Mariana Vasconcelos, de 23 anos, formada em Administração, voltada para a inovação, pela Universidade Federal de Itajubá (Unifei), criou um aplicativo surpreendente. Ela encontrou uma solução para resolver a falta de água, problema que sabemos ser crítico em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil.

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Mariana Vasconcelos. FOTO: Divulgação

O projeto de Mariana, apresentado no “Call to Inovation 2015”, promovido pela faculdade paulista FIAP, se saiu vencedor entre os 562 finalistas e despertou o interesse da NASA. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 70% da água do mundo é utilizada para irrigação na agricultura, mas 50% deste volume é desperdiçado durante o processo. O Agrosmart criado por ela é uma plataforma que conecta um aplicativo para smartphones a sensores instalados na lavoura para que os agricultores tenham a ideia mais exata possível da quantidade de água necessária para as atividades no campo.

O prêmio deu à Mariana uma bolsa de estudos para o Graduate Studies Program (GSP) 2015, da Singularity University, que fica dentro de uma base de pesquisa da NASA no Vale do Silício e tem cursos focados em inovação. Ela terá estadia e alimentação pagas e também terá um MBA com bolsa integral na FIAP para prosseguir os estudos.

A Singularity University é conhecida por empoderar agentes de mudança e nós acreditamos muito na nossa solução não só para economizar água, mas para que as pessoas fiquem mais conscientes da importância de garantir recursos hídricos para o futuro e melhorar a produtividade do setor agrícola.

Mariana Vasconcelos

O Agrosmart começou a ser esboçado ainda em 2013 com os amigos Raphael Tizzi, Thales Nicoleti e Anderson Casemiro. O projeto se saiu vencedor da edição do Startup Weekend e foi selecionado para o programa Start-Up Brasil, do governo federal, que oferece bolsas de até R$ 200 mil ao longo de um ano para pagamento de salários e parceria com uma aceleradora para desenvolvimento do modelo de negócio. Desde então, a Agrosmart está sendo acelerada pela Baita, em Campinas, e possui hoje duas fazendas como clientes onde a tecnologia vencedora do concurso vem sendo testada.

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Cerca de 70% da água do mundo vai para a agricultura. Mas 50% dela é desperdiçado no processo.

Mariana começou seu contato com o empreendedorismo ao trabalhar na padaria da família. Em seguida, criou duas empresas na área da internet das coisas antes de se dedicar ao Agrosmart.

Fiquei super feliz, acho que vou aprender muito não só pelo fato da Nasa estar imersa em grandes feitos tecnológicos, mas, principalmente, porque a Singularity investe em líderes inovadores. Todo mundo pode. Isso sempre foi meu lema. Eu me dei o direito e a ousadia de acreditar que podia fazer as coisas de maneira diferente. Nós criamos essa solução porque acreditamos realmente que podemos melhorar a vida das pessoas no campo com o uso de tecnologia.

Na final do concurso da FIAP, o Agrosmart concorreu com outras seis soluções pelo prêmio principal. A empresa de Mariana foi considerada a vencedora após apresentar o projeto para uma banca, que contou com a participação de Salim Ismail, um dos fundadores da Singularity University. Mariana embarca em junho para os Estados Unidos para começar os seus estudos.

Parabéns, Mariana!

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