Are You The One me ensinou muito sobre amor. Juro!

Partindo da premissa de que são fracassos amorosos e sempre escolhem a pessoa errada, 21 jovens homens e mulheres aceitaram transferir o peso da responsabilidade de escolha para algoritmos de amor. Mais ou menos como o OKCupid se propõe a fazer, mas isolados em uma mansão numa ilha tropical e sendo filmados para passar na TV. Se todos os supostos pares perfeitos se formassem, pessoal ganharia basicamente o que a grande maioria do mundo quer: amor e dinheiro.

Mas nem tudo é tão simples assim.

Vocês já pararam para pensar sobre sentimentos? Se pararam, imagino que algumas de vocês, assim como eu, não tenham chegado à conclusão nenhuma. De onde vem, como e por qual motivo acontece, o que ou quem é isso? Atualmente eu boto fé que sentimentos são um outro tipo de raciocínio, nada lógico, que ainda não entendemos nem aprendemos a sistematizar, diferente dos processos que chamamos mentais.

Mas também não estou totalmente certa disso, não.

E foi isso que deixou Are You The One fascinante, pra mim: notar que ninguém sabia o que estava fazendo. De repente eu não era a única que me embolotava toda no playground dos sentimentos, desnorteada, sem saber como isso tinha acontecido.

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A graciosidade do amor

Pensa bem, nós somos ensinados que o amor é um tipo de magia capaz de anular todos os julgamentos ruins, os vícios de comportamento e a confusão diante do desconhecido. Mais ou menos assim:

amor românticoE com pé bem pequeno pra ser mais delicado

Mas aí vamos vivendo a vida e vendo que amor é uma confusão, mesmo quando é mágico. Mesmo quando tu olha pra outra pessoa e, sem entender o motivo, sente aquele calorzinho por dentro, ainda assim tu pode beber e pegar alguém, te sentir oprimido pelas demandas do outro ou simplesmente gostar de ficar sozinho vendo reality shows.

E vendo Are You The One descobri que nada disso precisa fazer amor menos amor. Amor, como todas as coisas onde a vida incide, é uma bagunça que nós não sabemos muito bem como administrar.

E digo mais, tanto os casais formados pelos algoritmos quanto os formados apesar deles são humanos e, como tal, extremamente egoístas. Nós não lutamos pelo amor porque somos pessoas nobres e incríveis, nós buscamos e lutamos pelo amor porque nos faz sentir bem. E não tem nada de errado em querer seu próprio bem estar, poxa.

amorYOLO!

Recentemente uma amiga minha ficou muito doente e eu xinguei ela: “porra, como tu faz isso comigo?”. Foi uma piada, claro. Mas também não foi. Claro que sei que é sobre a vida dela, ela se cuidar e ficar bem de saúde e quero isso, pois ela é uma pessoa maravilhosa da qual o mundo precisa muito. Mas no fundo também sei como é a dor de perder uma amiga e pretendo evitar ao máximo isso. Amor também é sobrevivência, não é só doação. Nem deveria. Não somos mártires.

Então, mesmo confuso e barulhento, bora amar uns aos outros. É tão gostosinho amar uns aos outros.

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