Nos últimos dias, duas modelos plus size quebraram barreiras. 

Primeiro, Tess Holliday foi a primeira modelo com as medidas dela (1,65 de altura e tamanho 56) a assinar contrato com uma agência grande na história.

tess

Te amo, Tess. Vamos ser amigas e emprestar roupa uma pra outra!

 

Depois, foi anunciado que Ashley Graham será a primeira modelo plus size a aparecer na swimsuit edition da Sports Illustrated. Tá certo que ela só vai aparecer em uma propaganda, mas mesmo assim ficou todo mundo em polvorosa. Primeira não-magra de biquíni na história da revista.

Também te amo, Ashley. Não podemos emprestar roupa, mas me liga que a gente troca dicas de maquiagem! 

E sempre que alguma gorda aparece sendo feliz e maravilhosa, começa a revolta. Como essa gorda OUSA estar bem com ela mesma?  A Jes, do blog The Militant Baker, escreveu um texto maravilhoso sobre o assunto, explicando esse ódio todo que as pessoas sentem.

Ela chama esse fenômeno de Body Currency. Traduzindo e resumindo, a ideia é mais ou menos assim:

Passamos a vida toda ouvindo que se tivermos o corpo ideal que vemos nas revistas e na tv, vamos obter amor, sucesso e felicidade. Tudo que a gente quer, né? Então todo mundo acredita nisso e investe tudo o que tem para alcançar o peso mágico que trará todas as maravilhosidades prometidas.

As pessoas passam fome, tomam remédios perigosos, se matam na academia e passam a vida inteira se odiando enquanto lutam pela tão sonhada felicidade que virá com o corpo perfeito.

Daí enquanto está todo mundo ralando atrás da felicidade, aparece uma gorda e diz: TÔ ÓTIMA E SUPER FELIZ, BEIJOS. É como se ela tivesse furado a fila. Você lá comendo 27 claras de ovo para tentar ser feliz e ela sendo feliz do jeito que está? Faz todo seu #foco #força e #fé parecer inútil, né? É pra morrer de ódio mesmo.

Mas o problema disso é que magreza não equivale a felicidade. Só equivale a dinheiro no bolso de empresas que lucram com a infelicidade alheia.

A raiva que uma pessoa sente ao ver uma gordíssima como a Tess fazendo sucesso e sendo feliz deveria ser direcionada a quem ganha dinheiro com a sua infelicidade, não a quem conseguiu burlar o sistema.

O ódio que se sente não é da gorda feliz. É de perceber que talvez esteja buscando a felicidade no lugar errado.

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