Na vibe dos debates sobre as representações da mulher negra nas mídias, trago uma alternativa pra quem não se contenta com o que ta aí: a artista de rua mineira, Criola.

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E começo citando a própria:

É preciso sair desse lugar comum puxando pelo lado da sexualidade, da favela. A mulher negra não é só empregada doméstica, também pode ser a autora da sua própria história. Onde estudei, quando era menina, não tinha nem colega nem professor negro. Então, quero, com meus trabalhos, que a criança (negra) se sinta representada. O grafite exerce esse papel de contestação.

criola7“A rua é poética e verdadeira. Nós somos a rua, somos fruto dela, mas também a criamos” (daqui)

A Criola começou no graffiti em 2012, impulsionada pela cultura hiphop, que já fazia parte da sua vida. E ilumina as ruas de Belo Horizonte com cultura, empoderamento e cores.

Descobri que isso estava dentro de mim, por causa do hip hop. Em meus trabalhos, procuro contrapor a parcela da mídia que ainda representa o padrão de beleza da mulher brasileira como se fosse europeu, de cabelo liso, nariz fino e olho azul

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As imagens desse post são do último trabalho dela, que chama ORI – A raíz negra que sustenta é a mesma que floresce e pode ser visto na Rua Timbiras, 1645. Pra quem não tá em BH, rola ver mais imagens na página de Facebook.

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E muito obrigada Jéssica pela dica maravilhosa <3

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