No dia 20 de outubro, no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, as sete cientistas brasileiras finalistas do prêmio “Para Mulheres na Ciência”, uma parceria da L’Oréal com a UNESCO e com a Academia Brasileira de Ciências, foram premiadas e celebradas.  A premiação reconheceu sete promissoras cientistas brasileiras, garantindo visibilidade às suas pesquisas e oferecendo condições favoráveis para a continuidade dos seus projetos, por meio de uma bolsa-auxílio no valor de US$ 20 mil, convertidos em real, a cada uma.

Para conhecer cada uma das finalistas e suas pesquisas, só clicar aqui.

Da esquerda para a direita: Dra. Elisa Brietzke, Dra. Alline Campos, Dra. Daiana Ávila, Dra. Cecília Salgado, Dra. Tábita Hunemeier, Dra. Elisa Orth e a Dra. Karin Menéndez–Delmestre. Foto de Aline Massuca

Em seus dez anos no Brasil, o programa distribuiu o equivalente a mais de 1,3 milhão de dólares para 68 cientistas (contando com as deste ano) que desenvolvem suas pesquisas no país. Em 2015, mais de 400 projetos foram inscritos. Para Didier Tisserand, presidente da L’Oréal Brasil, “o programa é muito relevante para ajudarmos a transformar o quadro atual do mercado científico, onde apenas 30% dos cientistas são mulheres e menos de 3% delas ocupam os cargos de alta liderança. As vencedoras desta edição são merecedoras de todo nosso reconhecimento e admiração. Seus relevantes estudos, nas mais diferentes áreas de pesquisa, propõem grandes avanços em prol da ciência”, discursou.

O governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, presente na cerimônia, afirmou que o Estado vem investido para o progresso científico: “Ciência rima com desenvolvimento sustentável e com crescimento econômico. Ao reconhecer estas sete jovens e promissoras cientistas, a L’Oréal, a Unesco no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências reforçam que a força feminina é necessária para o desenvolvimento da ciência, do país e também do mundo”, concluiu. Como bem disse a Dra. Elisa Orth:

A ciência não tem gênero, basta termos as mesmas oportunidades.

Ana Lúcia Pedreira, coordenadora de Comunicação, Informação Pública e Publicações da UNESCO no Brasil, que participa do programa desde o seu início, constatou que a cada ano o trabalho do júri se torna mais difícil, devido ao alto nível dos projetos apresentados, e lembrou que esta é uma oportunidade para que as cientistas tenham suas pesquisas conhecidas pela sociedade em geral, mostrando a força da mulher para a ciência.

Jacob Palis, presidente da ABC e do júri do prêmio, afirma que este é um dos mais importantes prêmios  no mundo para o incentivo à participação das mulheres na ciência, que é essencial (sendo também o único no Brasil); e que a Academia Brasileira de Ciências também procura estimular cada vez mais a entrada delas no meio científico. “Cerca de 15% dos nossos membros titulares são mulheres – índice mais alto do que o de algumas das principais Academias de Ciências do mundo”.

Foi uma noite para o reconhecimento do trabalho da mulher nos laboratórios e salas de aula do país. Foi um momento para celebrar a cooperação na ciência, a vontade de cada vez mais descobrir e contribuir para a sociedade. Ciência precisa de mulheres, negros, gays, trans*, toda a diversidade humana em seu meio, pois além de garantir sua contínua expansão garante que todos nós estejamos envolvidos em soluções de problemas, em descobertas, em novas fronteiras para a humanidade. Segregar as pessoas, como diz a Dra. Karin Menéndez-Delmestre, apenas impede que novos avanços sejam feitos.

Parabéns à todas as mulheres que fazem ciência diariamente no Brasil e no mundo e às finalistas do programa!

Quanto mais se descobre, mais se quer descobrir.

Dra. Tábita Hunemeier