Jessica Jones estreou no Netflix semana passada e quem já assitiu tudo levanta a mão.

No começo eu fiquei meio assim com a série pois não curto muito essa parada de super-herói e sempre acho as histórias um pouco ridículas, mas logo no começo fica bem claro que Jessica Jones não é sobre uma mina com super poderes, é sobre sobre uma mina lidando com o trauma dos abusos sofridos enquanto tenta capturar seu abusador.

Sem dar muitos spoilers, eis umas coisinhas que essa primeira temporada nos ensina:

Sexo sem consentimento chama como? Isso mesmo, estupro.

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Jessica precisar explicar para o próprio estuprador que o que ele fez chama estupro é tão real que chega a doer.

O vilão dizendo ain, não fala estupro não gosto dessa palavra me lembrou o estudo em que 30% dos jovens disseram que forçariam uma mulher a ter relações sexuais se soubessem que não haveriam consequência mas só 13% dos participantes disseram que estuprariam uma mulher. Daí você fica mas ué, qual a diferença de forçar uma mulher a ter relações sexuais e estuprar, né? Nenhuma.

 

Tudo bem sofrer

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“Não é um competição”, Malcolm responde.

Realmente, sempre vai ter alguém que se fodeu mais do que você, mas isso não significa que seu sofrimento não é válido. Você não precisa ir até a Síria encontrar um refugiado que perdeu toda a família em uma explosão para pedir permissão dele para sofrer e ficar triste. Cada um sabe o que passou.

Uma história trágica não te absolve

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A infância horrorosa do Kilgrave não muda o fato dele ser um assassino estuprador manipulador. Histórias trágicas podem explicar a motivação por trás de atitudes terríveis, mas não as justificam ou absolvem. Ele não é uma criança incompreendida apenas querendo ser amada, é um estuprador sem remorso e o terror que ele inflige nas pessoas é a prova disso.