Nós, mulheres, fomos cuidadosamente treinadas para o ódio recíproco, para o “odeio aquela ali porque ela roubou meu marido”, “odeio fulana porque ela é uma puta” (oi?), “odeio a outra porque ele ainda é meu”, etc etc etc. Nunca foi o cara que resolveu trair, mentir ou ser filho da puta. Ensinaram que o erro é nosso, a culpa só pode ser das mulheres, elas que são emotivas demais. Ensinaram que homem é assim mesmo, a gente que tem que ter jogo de cintura pra segurar eles, senão outra vem e pega.

Breaking news: tá tudo errado esse troço aí e nós vamos mudar isso. Às vezes demora, mas com um pouquinho de esforço enxergarmos que isso de nos odiar e se odiar por causa de homem é a coisa mais sem sentido do universo. Temos que nos unir, apoiar umas as outras, não deixar eles saírem por aí machucando ninguém, não deixar nenhuma mentira passar, levantar e mandar um belo “cala a porra da tua boca” quando eles vierem acusar a outra de louca, vamos avisar pros coleguinhas que o gaslighting não cola mais, que a intriguinha já acabou e que somos bem melhores do que isso.

Pra eles, ver pessoas brigando pela sua atenção é algo de honra, massageia o ego, vai ser mais uma vantagem pra contar na mesa do bar. Enquanto isso estamos nos matando, perdendo as amigas e as noites. Não parece algo justo, né? E não é. Esses dias, enquanto conversava com um amigo, ele assumiu que gostava disso e que achava o “jogo” divertido. A palavra jogo foi como um soco no estômago. Amigo? Jogo? Que? Mas, infelizmente, aquilo faz muito sentido pra ele. Vamos seguir a lógica, existem as “competidoras”, elas são levadas a acreditar que precisam lutar até restar a “vencedora”, e disso, ela passa a ser o “troféu”. E assim continuamos sendo tratadas como objeto de conquista.

Quando deixarmos de lado o papel de competidoras e assumirmos o de pessoas que estão no mesmo barco, que geração após geração sofrem com os mesmos rótulos, com as mesmas imposições e com os mesmos jogos, vamos conseguir finalmente respirar tranquilas, sabendo que não importa o que aconteça, temos umas às outras.

Migas, vamos colar nessa que é 100% sucesso.
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