Sororidade no feminismo: o que é e como aplicar na prática?

Apesar de só ter se tornado conhecido para o grande público há pouco tempo, o termo sororidade no feminismo já é bastante conhecido. Hoje veremos a definição do mesmo e como aplicar essa conhecimento na prática.

O termo sororidade surgiu da busca pela compreensão do sentimento que faz parte da essência da moral femininas. Não é por acaso que ele esteja conectado com os movimentos feministas e todas as questões políticas, sociais e econômicas a eles atrelados.

Em essência, é natural que as mulheres estejam conectadas umas as outras como uma irmandade. Isso ocorre nos mais diversos grupos em que, pela relação de igualdade, nos sensibilizamos e criamos empatia.

Na perspectiva moral, a sororidade no feminismo tem como objetivo uma resposta aos problemas causados pela sociedade patriarcal. Um deles, por sinal, é justamente a desunião feminina usada como ferramenta para desarticular mudanças nas estruturas da sociedade.

Para saber mais sobre o tema, continue acompanhando os tópicos seguintes.

Mas afinal, o que é sororidade no feminismo?

A palavra sororidade vem do termo em latim sóror, o qual significa ‘irmãs’. Ele nada mais é do que a versão feminina do que os homens chamam de fraternidade, que quer dizer ‘irmãos’.

A sororidade no feminismo é a união, a amizade e o afeto entre as mulheres, como se todas fossem irmãs. Para tanto, é preciso que não julguemos umas às outras e ajamos com respeito mesmo diante de discordâncias.

É claro que ter sororidade não significa ter a obrigação de gostar de todas as outras mulheres igualmente. Mas sim, ter empatia e se colocar no lugar da outra, de acordo com cada contexto. Assim, podemos desconstruir uma rivalidade que nos foi imposta pela sociedade e substitui-la pela união em favor do nosso próprio bem.

Como aplicar a sororidade no dia a dia?

A sororidade no feminismo é importante, mas isso não se restringe a grupos militantes organizados. No nosso dia a dia, também podemos (e devemos!) agir com sororidade e parar de depender da validação masculina.

Um primeiro passo para isso está em monitorar as nossas palavras. Precisamos parar de repetir frases amplamente utilizadas por homens e mulheres como “não podemos confiar em mulher”, “mulher é fofoqueira”, “mulher no volante é perigo constante”, “mulher só se arruma para outra mulher ver”, entre outras. Isso tudo é autossabotagem.

Além disso, também é preciso adquirir bons hábitos e fortalecer a união entre as mulheres de outras formas, como por exemplo:

  • Respeitando e tratando as demais mulheres como gostaríamos de ser tratadas;
  • Encorajando outras mulheres a buscarem pelos seus objetivos;
  • Compartilhando informações e conhecimento umas com as outras, para que todas possamos nos fortalecer mutuamente;
  • Oferecendo ajuda para mulheres que estão passando por dificuldades;
  • Criando um ambiente seguro para que nós e outras mulheres possamos desabafar e trocar experiências;
  • Consumindo e indicando trabalhos feitos por outras mulheres.

Essas são todas atitudes positivas que todo ser humano deveria ter independentemente de gênero mas que, entre as mulheres, é algo ainda mais necessário para superarmos o machismo.

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